REDUÇÃO, REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM

10 11 2008

É verdade. Ser ecologico não é necessáriamente ser reciclador. Ajuda, mas não chega.

Segundo um estudo recente Britânico, Portugal ( ou seja: os Portugueses ) é o país que menos reciclagem faz.

É em certa medida muito compreensivel. Portugal é um país com muitas injustiças e opções mal explicadas. Não é por porem por todo o lado vidrões e papelões que as pessoas vão separar o vidro e o papel. É preciso: em primeiro lugar explicar o porquê da separação e depois incentivar a separação. O primeiro ponto parece-me já mais que falado, mas nem por isso bem explicado, mas o segundo ponto parece-me muito aquem do desejado. O português até percebe o porquê de separar, só não percebe o que ganha com isso. Sim, porque vê outros a ganharem muito com esse seu trabalho. Todos nós quando vamos comprar produtos reciclados, já sabemos que vamos comprar mais caro. Todos somos incomodados com a recolha, porque vem de noite, porque fazem demasiado barulho, porque sujam a rua… logo que vantagens imediatas tem o reciclador? Para além de estar na moda e de ser “bonito” aos olhos dos vizinhos?

Quem ganha realmento com a separação é as entidades ligadas á recolha, reciclagem e reutilização. Mas também é certo que o ambiente tambem ganha, mas…

O contribuinte / municipe, deveria de ser beneficiado com o seu acto civico, mas não é.

Eu, como qualquer outra pessoa, quando compro um equipamento electrico e/ou electronico pago a eco-taxa e posso entregar o meu equipamento antigo, avariado ou não, nem que seja uma lampada ( tentem fazê-lo, mas preparem-se para pedir o livro de reclamação ). Taxa essa que serve para que o equipamento antigo seja reciclado e para que no futuro possa reciclar o que estou a comprar. Ora, eu pago, mas isso não quer dizer que o equipamento vá ser reciclado. O mais provável é que não vá. Ao mesmo tempo, estou a pagar taxas com a conta da água e a conta da electricidade para reciclar e tratar… é só pagar.

Portugal, tal como a restante Europa, está atrazado no compromisso da reciclagem de equipamentos electricos, e por esse mesmo motivo é que começamos a ver os receptores destes equipamentos nos centros comerciais.

Já sabemos que quando separamos estamos a dar bom dinheiro a muito boa gente, é verdade, mas… estamos também a dar emprego a tantos outros e em especial a poupar um pouco o ambiente.

O importante não é só o separar e o reciclar. Á que pensar em poupar e em reutilizar. Há tantas formas de pouparmos no nosso dia-a-dia. Coisas simples que nem pensamos por vezes, e que representam uma poupança ambiental muito superior á reciclagem. Há vários exemplos: não comprar alimentos já embalados ( e até são mais baratos ), comprar apenas produtos nacionais ( porquê? primeiro porque é nosso, e depois porque gastou-se menos combustivel no transporte ). Já fizeram as contas a quantos litros de água gastam em cada banho, até a água chegar quente ? No meu caso, são 5L. Eu guardo num garrafão esses 5L, e depois uso-os para regar as plantas, encher o toclismo… Façam as contas:

5L por duche X nº de duches = poupança

No meu caso são serca de 1800 L de água que pouco por ano. Acrescido a isso pouco na contagem final.

Exemplos não faltam. Qual é o teu?





POLICIAS ARROMBADORES

9 11 2008

Desta vez vou partilhar um pequeno episódio engraçado que vi ontem á noite.

Ontem na praceta onde vivo, havia uma festa num pequeno café. Era uma festa de uma das “classes minoritárias”, logo imaginem o ruído.

Mas não é isso o engraçado.

Esses participantes da festa, como não encontraram um lugar para estacionar as viaturas mesmo á porta, não “puderam” procurar noutro local, logo estacionaram mesmo em segunda fila. Ora… isso originou um pequeno caos. Porque há sempre pessoas que, por seu azar, precisam de sair com as suas bem estacionadas viaturas, e têm as primeiras a “trancá-las”.

Mas não é isso o engraçado. Porque estar á noite a ver os vizinhos atrapalhados, e a ouvi-los a buzinar para que os proprietários se dignem a retirar as suas mal estacionadas viaturas.

O giro foi ver o carro da patrulha chegar ( chamada por um proprietário que se cansou de buzinar e esperar ), ver e ouvir aquele caos e… espantem-se:

-os policias destrancaram a viatura mal estacionada, empurraram-na um pouco para trás, deixaram o carro que estava “trancado” sair, deixaram outro lá estacionar no mesmo local, empurraram a viatura ( que estava mal estacionada ) para a posição original e… foram-se embora.

Sim, o engraçado foi isto.

Não percebi, o porquê de a policia:

-ter invadido propriedade particular, não ter passado multa a ninguém, não ter rebocado viatura nenhuma, e nem ter ido chamar a atenção aos “classe minoritária” de que estavam a abusar no ruído e/ou que tinham as viaturas mal estacionadas.

Realmente não percebi.

O que vi foi : que houve umas bestas, que não têm civismos nem moral nenhuma estacionarem os carros a incomodar os habitantes da praceta, e vi os policias que não fizeram o que lhes competia, por medo, incompetência, ou desinteresse.





DIREITO Á IGUALDADE E Á HOMOSSEXUALIDADE

25 10 2008

Vamos cá tentar dar uma opinião verdadeira. Não vou andar com rodeios, secretismos ou politiquice. Eu sou totalmente a favor dos casamentos entre homossexuais ( lésbicas, gays, pessoas do mesmo sexo, o que lhes quiserem chamar. E sou também completamente a favor da possibilidade destes casais/famílias poderem adoptar crianças. Não vamos cá ser hipócritas, compreendo que vivemos num país em que a igreja católica ainda manda e ordena muita coisa, ainda move massas, ainda tem voz social, mas deles ( a igreja ) nem quero hoje falar e muito tenho para dizer, mas porquê tanta hipocrisia? Todos sabemos que os homossexuais se cruzam na rua connosco, comemos nos mesmos restaurante, vamos aos mesmos cinemas e discotecas, somos vizinhos e amigos de muitos. Porquê tentar esconder esta realidade? Sim, concordo que tenham o direito ao casamento e ao divorcio, tal como eu tenho. Sim, concordo que tenham os mesmos direitos fiscais e sociais que eu tenho, porque os deveres já eles têm também. Sim, concordo… e aqui muito especialmente, que tenham o direito à adopção, tal como eu tenho. Não me incomoda nada, nem um pouco de que um casal de duas senhoras, ou um casal de dois senhores possa adoptar uma, duas… crianças. O que me incomoda é que um pedófilo o possa, e essa lei ainda não a alteraram. O que me incomoda é que não sejam retirados os filhos a pais negligenciadores e abusadores, isso sim incomoda-me. Se há um casal homossexual que queira dar amor, uma casa e um futuro promissor a uma criança que está ao abandono numa qualquer instituição. Com que argumento é que vamos recusar essa adopção? Com o argumento de que pode influenciar a criança? Em quê? Em se tornar também ela homossexual? RIDÍCULO, e também já desmentido por pessoas realmente credenciadas e isentas. Ridículo é o estado da lei tal como ela está. É muito fácil perceber o porquê de um politico recusar assinar essa lei, não compreendo, mas até percebo. Com que cara é que esse politico iria depois dar beijinhos aos idosos nas feiras? Com que cara é que iria entrar numa igreja? Quantos votos ganharia em votar essa lei? Qual a percentagem de homossexuais que iriam votar nesse individuo, só por este ter feito o que todos deveriam já ter feito? RIDÍCULO.





Intervenção do Presidente da República no dia da Proclamação da República

6 10 2008

Ontem foi mais uma vez feriado nacional, neste caso o de 5 de Outubro ( 2008 ). E depois de ouvir tantas barbaridades que foram ditas durante toda a semana, chegamos a Domingo e… esperava ouvir outras palavras do Sr.Prof.Anibal Cavaco Silva.

Vou tentar dissecar o seu discurso, dando a minha opinião sobre o mesmo.

[...]“Nesta praça, há precisamente 98 anos, foi proclamada a instauração da República.

Da varanda do edifício da Câmara Municipal, José Relvas anunciou que Portugal mudara de regime.”

Não vos parece que já foi a tempo a mais? José Relvas? Quem foi esse amigo? À que perceber que a geração de agora quer o país a olhar para o futuro. O passado pode, e deve, de ser estudado, mas nas aulas de história.

“Vivia-se um tempo de esperança. A República representava o sonho de um Portugal melhor e mais justo.

Nos nossos dias, é também com esperança, com sonho e com ambição que devemos assinalar o aniversário da República.”

Um sonho que tarda a se concretizar. Apenas tendo se revelado um Portugal melhor para alguns e menos justo, especialmente para queM trabalha, desconta e contribui. Assinalar o aniversário da República? Para quê? Para mim, como para muitos é apenas mais um dia de descanso ou um dia que estando a trabalhar irei receber mais. Portugal tem feriados a mais, e este é mais um, que pela sua distância, já não tem sentido. À que ajudar o País a produzir, e não é parando-o que isso vai acontecer.

“O 5 de Outubro tem de ser uma fonte de inspiração e de mobilização para todos os Portugueses.

Precisamos de nos mobilizar. Precisamos de despertar as ambições colectivas que fizeram de Portugal uma nação livre e soberana.”

Inspiração ? Quase nenhum português sabe o que significou ou o que foi o 5 de Outubro.Inspiração ? O portguês mobiliza-se com futebol, não com ambições politicas. Livre? Soberana? Portugal é gerido pelos lobbies. Quem manda em Portugal são os grandes empresários, os ricos, os poderosos, os interesses de alguns, não para o interesse de todos.

“Não escondo que vivemos tempos difíceis. Os Portugueses sabem-no, porque vivem essas dificuldades no seu dia-a-dia.

Muitas famílias têm dificuldade em pagar os empréstimos que contraíram para comprar as suas casas.

Há idosos para quem a reforma mal chega para as despesas essenciais.

Há jovens que buscam ansiosamente o seu primeiro emprego.

Há homens e mulheres que perderam os seus postos de trabalho.

Nascem novas formas de pobreza e exclusão social e, em paralelo, emergem chocantes disparidades de rendimentos.

O que é vivido pelos cidadãos não pode ser iludido pelos agentes políticos.

Quando a realidade se impõe como uma evidência, não há forma de a contornar.

Portugal tem registado fracos índices de crescimento económico. Afastámo-nos dos níveis de prosperidade e de bem-estar dos nossos parceiros europeus. Ainda não invertemos a insustentável tendência do endividamento externo.

Persistem profundas disparidades entre as diferentes regiões.”

Não escondo? Não sabe. Isso é que é. Ouve falar. Nós que estamos cá em baixo é que temos de fazer o dia-á-dia com o que podemos. Numa altura em que sobra cada vez mais mês a cada ordenado. Não é com palavras que vamos comer. Já TODOS sabemos o que NOS custa, mas o que interessa saber e perguntar: é quando é que VOCÊS fazem alguma coisa. Vocês que aí estão em cima, a olhar para nós, não por nós. Quando é que começam a fazer por nós e não para vocês?

“A situação internacional, por outro lado, não é favorável.

Ao elevado preço do petróleo e dos produtos alimentares alia-se o aumento das taxas de juro.

A ineficiência da regulação e da supervisão dos mercados financeiros, que recentemente emergiu nos EUA, e a dimensão da crise que lhe está associada são fonte de grandes preocupações à escala global.

As economias dos países europeus, nossos principais parceiros comerciais, registam um claro abrandamento.”

A situação internacional não é favorável? Para os ricos ficarem ainda mais ricos? Porque de certeza que vai ser favorável: para retirarem verbas dos nossos impostos, para dar ás grandes empresas, nesta “dificil” fase economica; de certeza que vai ser fácil para eu pagar mais impostos, gasoleo, pela comida, pela água, pela electricidade…

[...]“É nestas alturas que se vê a fibra de um povo.”

O povo português prova todos os dias, a sua fibra. Ao aguentar esta miséria, que a nossa classe politica e sindical, nos arrastou nestas ultimas décadas. Esta pequena grande nação, antes na ponta da Europa, e agora no canto da Europa.

“Este é o tempo em que aqueles que servem as instituições da República devem fazer prova do seu real valor e da sua visão de futuro.”

Este é o tempo de provar? Não o deviam de estar a fazer todos os dias? Bem… só se começarem agora. Porque a visão tem sido muito obtusa.

“Os tempos são difíceis, mas a vontade e o querer dos Portugueses terão de ser mais fortes.

Temos capacidade para isso – e já o mostrámos ao longo da nossa História multissecular, de que legitimamente nos orgulhamos.

No passado, acreditámos em nós próprios, não nos resignámos e chegámos longe.”

Tudo isto, para dizer, que vamos ter de pagar mais e trabalhar mais e tudo isto a ganhar menos.

“Mais recentemente, a forma como soubemos instaurar a democracia e construir uma sociedade civil de pessoas livres é algo que tem de nos motivar.

Como tem de nos motivar a capacidade empreendedora das comunidades portuguesas e luso-descendentes no estrangeiro.”

Livres? Luso-descendentes? Até quando vamos ter os luso-descendentes? Os luso-descendentes são filhos de ex.portugueses que já estão nos seus países de acolhimento á 30, 40 anos? Os seus filhos já são estrangeiros, não luso-descendentes.

“Todos temos responsabilidades.

Responsabilidades cívicas, deveres republicanos.

Responsabilidades para com as gerações que nos precederam – e que temos a tendência para apenas recordar como heróis do passado, sem nelas pensarmos como exemplos de presente.

Temos deveres para com as gerações vindouras.

Os nossos filhos, os nossos netos, não nos perdoarão se baixarmos os braços, se não formos capazes de fazer as escolhas certas e ultrapassar as dificuldades que Portugal enfrenta.

É também a pensar neles, no País do futuro, que devemos ver na República um modelo inspirador e um estímulo para agir.

Portugal pode ser o que quisermos.

Possuímos condições geográficas privilegiadas para servir de plataforma entre a Europa e o Atlântico.

A História legou-nos um capital de simpatia e de conhecimento nos cinco continentes, que temos de saber cultivar.

A nossa língua é falada por milhões de seres humanos.

Temos um vasto património cultural, que devemos preservar e proteger. Somos uma nação coesa e um Estado uno.”

É uma das minhas maiores preocupações. O legado que estamos a deixar aos nossos filhos e netos. É uma vergonha.

“O regime político português encontra-se perfeitamente estabilizado e sedimentado, as instituições fundamentais do Estado funcionam, o sistema de governo não difere dos que existem nas democracias europeias mais antigas do que a nossa.

Vivemos um período de estabilidade política e existem condições de governabilidade.

É certo que podem e devem ser introduzidas alterações pontuais para melhorar a qualidade da democracia e para aproximar o poder dos cidadãos.

É certo que há muito a fazer pela qualidade dos serviços públicos.”

Diga-se a verdade. Há mesmo muito a fazer. Faça-se um reset.

“Mas não é menos certo de que temos legítimos motivos de orgulho no caminho que percorremos após o 25 de Abril.”

Lá estamos nós a falar do passado.

“As potencialidades existem. Temos que saber aproveitá-las.

A nossa ambição de regressar ao caminho da convergência real com o desenvolvimento médio da União Europeia e reduzir o desemprego deve permanecer viva.

É aqui que deve centrar-se o debate e a agenda política.

O reforço da capacidade competitiva das nossas empresas está ao nosso alcance.

Há hoje uma nova geração de empresários conhecedores das exigências da globalização, imbuídos de uma cultura de inovação e de excelência.

Temos empreendedores que se assumem como agentes de mudança, que sabem que o sucesso das suas empresas não está dependente da protecção do Estado nem pode construir-se com base na permuta de favores ou copiando modelos obsoletos.

Os novos empresários já se aperceberam de que o êxito dos seus projectos depende da sua capacidade para enfrentar a concorrência na economia global.

A nossa ambição de melhoria do poder de compra de quem vive do seu trabalho e de redução dos níveis de pobreza tem, igualmente, de continuar viva.

É aqui, também, que deve estar a prioridade da agenda política.

A aposta na educação e na qualificação dos recursos humanos é consensual entre os agentes políticos, económicos e sociais. À luz de uma cultura de exigência, não cedendo ao facilitismo, iremos certamente aumentar as competências dos nossos jovens.

No futuro, a produtividade da força de trabalho irá crescer. Havemos de reforçar o conteúdo tecnológico da produção nacional.

Sejamos realistas: ainda há muito por fazer, mas com esforço e trabalho seremos capazes.”

Mesmo muito, mas nós fazêmos. Digo nós, aqueles que realmente fazem andar este país para a frente. Nós, não voçês.

Tenho encontrado por todo o País exemplos que me fazem ter confiança no futuro: investigadores que ombreiam com os melhores do mundo, universidades e empresas que cooperam com sucesso, jovens que se dedicam ao voluntariado de uma forma admirável, empresários que apenas esperam que o Estado não coloque entraves ao seu dinamismo.

Os trabalhadores portugueses estão determinados em contribuir para o aumento da riqueza nacional.

O clima das relações laborais é mais favorável do que na maioria dos países da União Europeia.

Na concertação social, predomina o sentido de responsabilidade dos diversos parceiros.

Portugueses

Vivemos tempos difíceis, sem dúvida. O futuro é incerto e, em muitos casos, preocupante.

Porque falo sempre verdade aos Portugueses e porque tenho como princípio conhecer a realidade do País, escutar os meus concidadãos e ouvir as suas preocupações, sei bem que muitos atravessam momentos de incerteza perante o futuro.

Quando o presente é difícil, somos sempre tentados a pensar que o futuro também o será.

Mas, na realidade, o futuro será o que dele fizerem os cidadãos da nossa República.

Os Portugueses já perceberam que não será o Estado a resolver todos os seus problemas.”

Percebemos já á muito tempo, que nem é o estado nem nenhum governo que resolverá nem todos, nem nenhum. Servindo sim para agravar alguns deles.

“Têm direito a esperar do Estado que faça bem o que lhe compete fazer. Que seja rigoroso e ponderado no uso dos dinheiros públicos e que os impostos sejam justos e razoáveis.

O Estado tem de garantir dois valores essenciais, a justiça e a segurança. Deve promover o acesso de todos aos cuidados de saúde, como deve oferecer um ensino de qualidade e uma rede de protecção social que proteja os cidadãos nos momentos difíceis da vida.

O Estado nunca pode esquecer aqueles que têm muito pouco, os mais frágeis e desprotegidos, os que se encontram em situação de pobreza.

Portugueses

A República é um modelo de virtudes cívicas e éticas.

De todos a República exige uma nova atitude, feita de inconformismo e de esperança. Porque há motivos de esperança, há razões para o inconformismo.

Falo à luz do compromisso de verdade que assumi desde o primeiro dia do meu mandato.

Do mesmo modo que não escondo a verdade dos tempos difíceis que vivemos, não escondo a verdade da minha confiança num Portugal melhor.

A verdade gera confiança, a ilusão é fonte de descrença.

Sei que somos capazes.

Somos capazes de vencer quando os desafios são maiores.

Em nome da República, peço aos Portugueses que acreditem em si próprios, nas suas capacidades.

Não se deixem vencer pelo pessimismo ou pelo desânimo.

No dia-a-dia, na família, nos vossos empregos, nos vossos comportamentos cívicos saibam aproveitar as potencialidades que têm e tirem partido dos recursos naturais e humanos de que o País dispõe.

O tempo é de decisão, de decisão ponderada. E a decisão quanto ao futuro cabe ao comum dos Portugueses.

É, pois, no comum dos Portugueses que deposito a minha maior esperança, uma esperança que se alimenta do sonho de uma República melhor.

Acredito numa República melhor, porque acredito no nosso povo.

Acredito na República Portuguesa e orgulho-me de ser Presidente dos cidadãos desta República.”[...]

Também eu teria orgulho em ser o Presidente desta República, mas uma coisa é certa: não seria conivente com metade das politicas deste país. Não aceitaria os lobbies que são o cancro desta sociedade. E acima de tudo aproveitava que já estão idêntificados os problemas e resolvia-os. Porque o dificil e encontrá-los. A solução há.





LEI DO TABACO

17 09 2008

Não sou nem apoiante, nem melitante de qualquer partido que seja. No que toca a cores politicas, sou completamente incolor. Mas… até que enfim que alguém consegue fazer uma lei do tabaco que proteje o não fumador, ou o fumador-passivo. Ainda não é o ideal, mas está lá proximo. Muito proximo. Agora posso escolher, e ir a restaurante, cafés, bares, pastelarias… que sejam para não fumadores. Ainda não posso estar numa espanada, mas…

Esta lei só surge, porque há demasiadas pessoas que não sabem onde termina a sua liberdade e começa a dos outros. Mesmo eu quando era fumador, não o fazia em locais fechados. Fico muito feliz que a minha filha não vá sofrer o que muitos de nós sofremos ao termos que estar a comer e ao nosso lado e só porque lhe apetece, estar alguém que puxa do seu cigarro, cigarrilha, charuto ou cachimbo. Agora sim, há uma lei que impõe limites de liberdade a quem nunca a deveria ter tido.

Mas não se julgue que esta lei surge do nada. Em toda a Europa/Mundo já de á muito se faz ( diferente de falar ) por impedir que se fume em locais fechados. Mas não foi só por isso. Para que não sabe: o estado Português recebe todos os anos largos milhares de milhões de euros das fábricas de tabaco em territorio nacional, a titulo de impostos e taxas. Ora, a maior de todas é a Tabaqueira ( na Abrunheira, Sintra ) que irá fechar portas dentro de poucos anos ( muito poucos ). Por esse facto, que todos os anos se tem vindo a verificar um aumento aproximado de 30% nos maços de tabaco. Que será: primeiro para compensar a diminuição de receitas provenientes dos fabrico, recebendo assim sobre a venda; e para ( agora sim ) ajudar os fumadores a deixarem de fumar, ficando assim mais barato ao estado o tratamento de problemas polmunares. Se estranham agora que o maço de tabaco custa perto de 4€, que dirão quando estes custarem 5€ ou 6€ ou mesmo 10€. Sim, já há país que praticam estes valores e á muito tempo.

Lembram-se o quando e o porquê do sr. Sócrates ter deixado de fumar ? Foi quando foi descoberto a fumar num voo charter! E isto já depois da nova lei estar em vigor. Sabem que não há entidade que lhe queira passar a multa? Sabem se a ASAE, multou o casino do Estoril, por o seu director ter sido apanhado lá a fumar charutos, também já com a nova lei em vigor ? Se tivesse sido, até preso e julgado  já estava.

Mas independentemente de ter sido uma decisão interceira, é de a louvar.





REGRESSO ÁS ESCOLAS

15 09 2008

Bem… mais um ano que começa de forma lamentável para milhares de jovens alunos, professores, auxiliares e pais de Portugal.Escolas sem funcionários, sem equipamento, sem segurança para alunos e professores. É incompreensivel que aos pais seja delegada a obrigação de deixar os seus filhos em ambientes que eles próprios preferiam evitar. Quando cada vez mais se fala de assaltos, roubos, violência e abusos. Já para não falar da real falta de condições materiais e dos edificios. Muitas das escolas onde os nossos jovens estudam hoje, foram construidas como temporárias no tempo do Salazar.

Bem… mais um ano que começa de forma lamentável para milhares de jovens alunos, professores, auxiliares e pais de Portugal.Escolas sem funcionários, sem equipamento, sem segurança para alunos e professores. É incompreensível que aos pais seja delegada a obrigação de deixar os seus filhos em ambientes que eles próos preferiam evitar. Quando cada vez mais se fala de assaltos, roubos, violência e abusos. Já para não falar da real falta de condições materiais e dos edifícios. Muitas das escolas onde os nossos jovens estudam hoje, foram construídas como temporárias no tempo do Salazar. A violência protagonizada pelos jovens nas escolas é uma realidade inegável. A sociedade terá que se organizar e insurgir-se activamente contra este fenómeno. De igual modo, a escola terá que ajustar os seus conteúdos programáticos e acercar-se mais às crianças. Devido às exigências, as famílias muitas vezes destituem-se da sua função educativa, delegando-a à escola. No meio de toda esta confusão, estão as crianças, que, actuam conforme aquilo que observam e agem consoante os estímulos do meio. Meio esse que por vezes oferece modelos de conduta e referências questionáveis.

Há quem ainda acredita no que vê no telejornal da noite. Mas á muito que deixei de acreditar. Hoje mesmo vi o nosso primeiro ministro e o nosso presidente da Republica a visitarem escolas, que aos nosso olhos nos parecem impecáveis. Realmente os alunos daquelas escolas têm menos uma preocupação: a arquitectura. Que será que disseram os alunos das escolas que, tiveram que levar o papel-higiénico, o giz…

Para quem não sabe, foi lançado um grande ( talvez o maior já alguma vez lançado ) para a ligação de 1237 escolas á internet ( movel, fixa, wi-fi… ), nem vou falar da qualidade do projecto ( dizer apenas: ridículo ), nem do concurso ( uma vergonha ), nem muito menos das decisões. Vou apenas opinar: como se pensa em ligar as escolas á internet, se nem as escolas têm condições, nem segurança para que os alunos levem os computadores. Lembro que há pessoas que pedem créditos para comprar os livros aos filhos. Rápidamente hove quem reparásse que havia quem considerásse este projecto um pouco ridiculo, devido a tantas outras dificuldades, que optaram por o fazer mais “faseado”.

Havia tantas coisas que se poderia fazer para melhorar o ensino em Portugal. Começando por deixar os lobbies para trás: fazer-se um único manual escolar por ano, igual para todas escolas e que tivesse tempo útil de vida prolongado. Fosse ( o ensino ) mais exigente, quer com os alunos quer com os professores. Que os professores sejam realmente avaliados ( porque havemos de ter como professos: alunos fracos ? ), que seja dado ás escolas condições reais para leccionar e educar. Que haja pais que se preocupem. Que se acabe com os sindicatos ( parasitas que pouco servem os interesses que se propoem ). Seja obrigatório a frequência do 12º anos a todos ). Há um imenso nº de coisas que se podiam fazer, mas isso iria romper com muitos lobbies já instalados, a saber: editoras, politicos, sindicatos, professores…

É que nem na educação, se respeita a constituição portuguesa.





POLICIA

5 09 2008


Bem… hoje ficámos todos mais aliviados por vermos o ministro Rui Pereira, a entregar 8750 novas armas (Glock 9mm ) á GNR e á PSP e ás forças especiais. Novas armas ? É isso que os policias mais precisam ? É isso que vai fazer descer a criminalidade perigosa e violenta?
Bem, recordo que a entrega hoje destas armas nada têm a ver com a recente onda de violência que verificamos, mas sim devido a um atraso devido a problemas “técnicos”.
Logicamente que ajuda aos policias estarem melhor equipados, isso nem ponho em causa, mas… e os coletes, melhores fardas, mais e melhores viaturas, melhores instalações…?
Alerto que estamos a falar de uma profissão que é mais uma opção de vida do que de carreira. Estamos a falar de profissionais mal pagos, que estão sempre a ser ofendidos pela classe politica e pelas próprias pessoas que juraram defender. Pergunto : quem gostaria de ter um local de trabalho a cair, sem casa de banho, sem computador ou folhas de papel, pagar a própria farda, estar onde mais ninguém quer estar ( certos bairros e locais ), e trazer para casa 750€ nos meses sem baixa ?
Agradeço ao governo a entrega das armas, mas proponho e peço: coletes, melhor vestuário, melhores viaturas, mais radares, melhores e mais instalações físicas, computadores ( com folhas e tinteiros ), papel higiénico, mais formação ( informática e de fogo real ), que se retire os 26000 policias que estão a fazer funções administrativas e outras, para as ruas, melhores salários, mas acima de tudo que se proteja o policia ou agente e não o criminoso.





SIC E USURPAÇÃO DE IMAGEM

26 08 2008

É realmente lamentável quando grandes empresas da area da comunicação, usa fotos / imagens retiradas da net, de autores que idêntificam as suas imagens com direitos reservados. Já não basta podermos ser filmados na rua, ainda vêm á internet, aos sites de imagem e fotografia, roubá-las para poder apresentar uma rubrica.
Já me diziam quando era pequeno: “roubar é feio, se precisares pede”. Lamento realmente que isto me tenha acontecido, mas lamento mais ainda por saber que tem sido frequente. Até as flores na rua têm dono, na net, as fotos também.

No dia 26 de Agosto de 2008, no jornal da noite da SIC, ás 20:10, passou uma pequena noticia, referente ao envelhecimento da população portuguesa. A imagem que ilustrava essa noticia é uma foto minha. Ora, se eu não lhes dei autorização para o seu uso, logo, incorreram no crime de usurpação de imagem. A SIC, já me confirmou o seu uso, de onde a retiraram e… logicamente: que pedem desculpa e de que não se repetirá. Mas, como sei que já aconteceu no passado, sei que também continuarão a fazê-lo no futuro. Ora bem, foi por esse mesmo motivo que decidi não deixar este caso ficar no esquecimento. Porque hoje foi esta foto, amanhã é uma foto nossa de familia, uma dos nossos filhos… e o que será de tantos fotografos que também têm estas fotos para lhes vender ?





PROFISSIONALISMO

25 08 2008

Quero partilhar mais um episódio, que me aconteceu hoje. No fim de semana fui buscar umas peças de roupa á lavandaria. Só reparei que ficou a faltar um par de calças depois de ter chegado a casa. Não tem mal nenhum, já sou lá cliente á uns bons anos, e claro que compreendo, que são coisas que acontecem. Hoje aproveitei que ía lá perto ás compras e fui lá buscar as calças que ficaram a faltar.
Tal não é o meu espanto que a senhora: nem um pedido de desculpa, nem um sorriso, mas sim uma cara de “poucos amigos” em como se a culpa de ela se ter esquecido de me entregar as calças, fosse minha. Fui claramente mal servido e atendido. Não acredito que este tipo de falta de profissionalismo seja passível de reclamação escrita no livro, mas não me faltou vontade. Mas limitei-me a perguntar-me ( já durante o caminho para casa ), se a senhora não teria ganho mais em ser simpática e bem educada; se este establecimento tiver outros clientes que tal como eu irão procurar outra lavandaria, pergunto, qual será o lucro ao final do mês, o que será do emprego desta senhora.
Lembro a todos, os que têm profissões ( tal como eu tenho tb ) que lidam directamente com os clientes, que sempre que os afugentam, não estão só a prejudicar o patrão, mas sim (tb) a continuidade de vosso posto de emprego / trabalho.





ESPECTÁCULOS

25 08 2008

JOSÉ CID & BIG BAND