Exposição Montalegre: Gentes e Locias – por uma causa

18 01 2010

Abre a 31 de Janeiro uma exposição itinerante de fotografia feita por 15 fotógrafos amadores subordinada ao tema “Ilustrar Portugal – Gentes e Locais” com o fim, nesta ocasião, de «obter o maior donativo possível para os Bombeiros Voluntários de Montalegre». Os trabalhos poderão ser observados no núcleo sede do Ecomuseu de Barroso, Montalegre, até fim de Fevereiro.

15 fotógrafos amadores, que não se conheciam pessoalmente, juntaram-se no www.Flickr.com e combinaram fazer uma exposição itinerante com 30 fotos (2 de cada um deles). O produto das vendas reverte a favor de associações de solidariedade social. No caso de Montalegre, as receitas vão parar aos cofres da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Montalegre. Até ao momento já se realizaram quatro exposições (El Corte Inglês – Gaia, “Tubo de Ensaio” – Figueira da Foz, Teatro das Beiras – Covilhã, “Contagiarte” – Porto).
Esta iniciativa resulta de um processo longo – um pouco mais de um ano – dada a distância que separa os membros deste grupo (Sintra, Figueira da Foz, S. João da Madeira, Montalegre…) e devido ao facto de não se conhecerem pessoalmente, pois havia também que ultrapassar dificuldades técnicas como sendo a preparação das fotos (a escolha é da responsabilidade de cada um) e a sua impressão e posterior preparação para serem expostas, bem como a angariação de locais para exposição.
PORTUGAL DE LÉS A LÉS
“Ilustrar Portugal – Gentes e Locais” é uma ideia desenvolvida por 15 amigos amantes da fotografia, do qual faço parte. Este projecto funciona em torno de uma exposição itinerante, que tem sido exposta no país inteiro.
Desta forma, as pessoas que estiverem interessadas nesta causa, apenas terão que transportar a quantidade certa de boa vontade até uma das exposições e contribuir com a compra dos trabalhos expostos. Cada fotografia tem o valor de 35€ + portes de envio.
Outras informações em http://ip-genteselocais.blogspot.com/




Exposição: Gentes e Locais-por uma causa

6 11 2009
O projecto de um grupo de 15 autores ( no qual me incluo) ao qual nos dedicamos nestes últimos meses, sofreu algumas alterações e tomou um rumo diferente. Essas mudanças foram sentidas de certa forma nos últimos dois meses, mas voltamos agora em força para uma 3º exposição com fins solidários. Desta vez o projecto será com o objectivo de angariarmos verbas para a Associação “Casa do Menino Jesus”, da Covilhã.Assim, venho anunciar a 3º Exposição do Projecto “Gentes e locais – por uma boa causa”, desta vez nas instalações do Teatro das Beiras, do dia 9 ao dia 21 de Novembro. Espero assim, a presença de todos, para que o nosso objectivo possa ser cumprido. E quem sabe não terão uma excelente oportunidade de começarem aqui,  a compra das suas prendas para o Natal.

Esperamos lá por vocês…

 





Eleições

24 07 2009

Está a chegar mais um importante momento democrático. Todos os Portugueses irão ter a oportunidade de manifestar o “desejo” da politica a seguir nos próximos 4 anos. Vamos eleger mais um governo (e os restantes membros da assembleia) e ainda as assembleias camararias. Não vou demonstrar aqui interesse algum por um partido ou por outro, porque acredito, e seja este acreditar visto como um acto de esperança, de que pela primeira vez na historia da nossa curta democracia, o povo vote em consciência. Coisa que não tem acontecido até agora. Os partidos políticos, são primeiramente “empresas” ou “agências de pelouros pagos” para muita gente. São poucos os que na assembleia nos representam e muito menos são os que nas câmaras e juntas o fazem. É essa a esperança que quero demonstrar aqui, que cada um de nós vote na politica que quer, ou gostava, de ver ser praticada ou seguida e não apenas votar, porque o marido o faz, porque o senhor do sorriso branco lhe beijou numa feira, porque sempre votou naquele partido, ou…
O unico motivo que me irá levar às urnas será, se houver um partido que no seu global me faça sentir confiante de que irão seguir o objectivo de cumprir o que se comprometem, e nada mais. Podem ser todos feios, podem não ir ás feiras, ou podem mesmo não ter a probabilidade dos numeros de conseguir reunir votos para governar, mas apenas esse partido levará o meu voto e será apenas para isso que lá irei. Senão for por isso, farei como tenho sempre feito, não vou. Porque considero meu direito democrático, expressar a minha opinião na actual forma de fazer politica e de ser politico, não indo sequer apresentar o meu voto.





ILUSTRAR PORTUGAL-GENTES E LOCAIS-POR UMA CAUSA

10 06 2009

CARTAZ

É com muito gosto que vos dou a saber as datas da primeira exposição do projecto Ilustrar Portugal.
Este projecto é um sonho de 15 autores (dos quais me incluo) em fazer uma exposição itinerante alusiva a Portugal, com o objectivo de ajudar a associação Terra dos Sonhos. Todo o lucro da venda das obras reverterá para esta instituição, que tem como missão ajudar crianças e jovens, com doenças cronicas ou terminais, na concretização dos seus sonhos. É um projecto que teve inicio à cerca de ano e meio, mas que agora vai sair do “papel” e ver a luz do dia.

É com muito gosto que vos convido a visitarem esta 1ª exposição, que terá lugar no El Corte Inglês Gaia Porto, entre os dias 15 a 26 de Junho.

A inauguração oficial será às 18:30, na Sala de âmbito Cultural.

Teremos muito gosto em vos receber.





FERIADOS

8 12 2008

Não me intrepetem erradamente, gosto tanto de um dia de descanso, como o proximo, mas… nos tempos que correm, em tempos de dificiente produtividade, não seria mais racional abdicar de alguns dos feriados nacionais? Portugal é historicamente um país religioso, mas cada vez menos faz sentido a grande maioria dos feriados religiosos. E a história? Os feriados das revoluções, das revoltas civis e militares; as conquistas centenárias; será que fazem algum sentido? Bem… para além de ficar bonito aos politicos e os discursos, e aos militares as paradas e as fardas de gala? A população ainda sabe o que se passou, ou mesmo se interessa? Até quando o próprio 25 de Abril, vai fazer parte dos constantes discursos politicos? Até quando a revolta e a “luta” vão fazer parte do pensar dos politicos de hoje?

Abaixo os feriados e crie-se dias de descanso, porque esses todos vão saber o que é.





CÃES PERIGOSOS

4 12 2008

Sim, cães perigosos. Não são só os donos que são perigosos, também os cães são.
Mas não quero responsabilizar nem os donos, nem os animais. Quero sim, responsabilizar os decisores, políticos, policias e fiscalização.
Porquê? Mas, parece-me óbvio. São os politicos que criam as leis, e os policias que as fazem cumprir.
Hoje mesmo foi uma senhora atacada violentamente por um pitbull. E o seu proprietário, nem se apercebeu disso. A senhora a tentar que o cão não atacasse uma menina de 4 anos, ficou com a perna quase desfeita e o mesmo a um braço. O animal? Bem, esse, “acidentalmente” conseguiu soltar-se da sua corrente; não tem seguro; não tem chip; não tem vacinas; nem está registado. E agora? O dono diz que não tem dinheiro para pagar a multa. A senhora, vai ter de viver com o trauma e com as feridas. A menina nunca mais se vai esquecer de certeza do que viu e viveu. Mas… coitadinho do animal.

O culpado?

Se isto não fosse um país de terceiro mundo, seria assim:

Quem quisesse ter um animal de estimação teria de ser analisado por peritos, para que estes avaliassem se era uma pessoa capaz. E teria obrigatoriamente que ter formação.
Qualquer pessoa que quisesse ter um animal de estimação / ou doméstico, teria de o registar. Esse registo teria que ser introduzido no sistema eficazmente.
O que já hoje é obrigatório, teria de ser aplicado: os veterinários que detectem que um animal não tem chip, teriam de o identificar ás autoridades. Os animais abandonados teriam de ser recolhidos. Os cães têm de ser acompanhados pelos seus proprietários com trela e açaime. O dono do animal tem de ter sempre consigo a documentação do animal: registo, seguro…

Á policia compete que estas leis sejam cumpridas, para que os “acidentes” não aconteçam.

Também eu tenho um cão. Também este já me mordeu, também este se pode tornar agressivo, mas eu nunca facilito junto de outros.

Que pensarão e/ou farão vocês quando estiverem a passear com a namorada, ou com os filhos e vos aparecer um bicho de 50Kg pela frente?
Que fazer quando forem para casa, no fim do dia e forem atacados por quatro rottweilers? Serão comidos vivos. Foi o que aconteceu a uma senhora de 40 anos, no ano passado em Sintra. Que pensariam e diriam se fosse a vossa mãe ou filha ?





REDUÇÃO, REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM

10 11 2008

É verdade. Ser ecologico não é necessáriamente ser reciclador. Ajuda, mas não chega.

Segundo um estudo recente Britânico, Portugal ( ou seja: os Portugueses ) é o país que menos reciclagem faz.

É em certa medida muito compreensivel. Portugal é um país com muitas injustiças e opções mal explicadas. Não é por porem por todo o lado vidrões e papelões que as pessoas vão separar o vidro e o papel. É preciso: em primeiro lugar explicar o porquê da separação e depois incentivar a separação. O primeiro ponto parece-me já mais que falado, mas nem por isso bem explicado, mas o segundo ponto parece-me muito aquem do desejado. O português até percebe o porquê de separar, só não percebe o que ganha com isso. Sim, porque vê outros a ganharem muito com esse seu trabalho. Todos nós quando vamos comprar produtos reciclados, já sabemos que vamos comprar mais caro. Todos somos incomodados com a recolha, porque vem de noite, porque fazem demasiado barulho, porque sujam a rua… logo que vantagens imediatas tem o reciclador? Para além de estar na moda e de ser “bonito” aos olhos dos vizinhos?

Quem ganha realmento com a separação é as entidades ligadas á recolha, reciclagem e reutilização. Mas também é certo que o ambiente tambem ganha, mas…

O contribuinte / municipe, deveria de ser beneficiado com o seu acto civico, mas não é.

Eu, como qualquer outra pessoa, quando compro um equipamento electrico e/ou electronico pago a eco-taxa e posso entregar o meu equipamento antigo, avariado ou não, nem que seja uma lampada ( tentem fazê-lo, mas preparem-se para pedir o livro de reclamação ). Taxa essa que serve para que o equipamento antigo seja reciclado e para que no futuro possa reciclar o que estou a comprar. Ora, eu pago, mas isso não quer dizer que o equipamento vá ser reciclado. O mais provável é que não vá. Ao mesmo tempo, estou a pagar taxas com a conta da água e a conta da electricidade para reciclar e tratar… é só pagar.

Portugal, tal como a restante Europa, está atrazado no compromisso da reciclagem de equipamentos electricos, e por esse mesmo motivo é que começamos a ver os receptores destes equipamentos nos centros comerciais.

Já sabemos que quando separamos estamos a dar bom dinheiro a muito boa gente, é verdade, mas… estamos também a dar emprego a tantos outros e em especial a poupar um pouco o ambiente.

O importante não é só o separar e o reciclar. Á que pensar em poupar e em reutilizar. Há tantas formas de pouparmos no nosso dia-a-dia. Coisas simples que nem pensamos por vezes, e que representam uma poupança ambiental muito superior á reciclagem. Há vários exemplos: não comprar alimentos já embalados ( e até são mais baratos ), comprar apenas produtos nacionais ( porquê? primeiro porque é nosso, e depois porque gastou-se menos combustivel no transporte ). Já fizeram as contas a quantos litros de água gastam em cada banho, até a água chegar quente ? No meu caso, são 5L. Eu guardo num garrafão esses 5L, e depois uso-os para regar as plantas, encher o toclismo… Façam as contas:

5L por duche X nº de duches = poupança

No meu caso são serca de 1800 L de água que pouco por ano. Acrescido a isso pouco na contagem final.

Exemplos não faltam. Qual é o teu?





POLICIAS ARROMBADORES

9 11 2008

Desta vez vou partilhar um pequeno episódio engraçado que vi ontem á noite.

Ontem na praceta onde vivo, havia uma festa num pequeno café. Era uma festa de uma das “classes minoritárias”, logo imaginem o ruído.

Mas não é isso o engraçado.

Esses participantes da festa, como não encontraram um lugar para estacionar as viaturas mesmo á porta, não “puderam” procurar noutro local, logo estacionaram mesmo em segunda fila. Ora… isso originou um pequeno caos. Porque há sempre pessoas que, por seu azar, precisam de sair com as suas bem estacionadas viaturas, e têm as primeiras a “trancá-las”.

Mas não é isso o engraçado. Porque estar á noite a ver os vizinhos atrapalhados, e a ouvi-los a buzinar para que os proprietários se dignem a retirar as suas mal estacionadas viaturas.

O giro foi ver o carro da patrulha chegar ( chamada por um proprietário que se cansou de buzinar e esperar ), ver e ouvir aquele caos e… espantem-se:

-os policias destrancaram a viatura mal estacionada, empurraram-na um pouco para trás, deixaram o carro que estava “trancado” sair, deixaram outro lá estacionar no mesmo local, empurraram a viatura ( que estava mal estacionada ) para a posição original e… foram-se embora.

Sim, o engraçado foi isto.

Não percebi, o porquê de a policia:

-ter invadido propriedade particular, não ter passado multa a ninguém, não ter rebocado viatura nenhuma, e nem ter ido chamar a atenção aos “classe minoritária” de que estavam a abusar no ruído e/ou que tinham as viaturas mal estacionadas.

Realmente não percebi.

O que vi foi : que houve umas bestas, que não têm civismos nem moral nenhuma estacionarem os carros a incomodar os habitantes da praceta, e vi os policias que não fizeram o que lhes competia, por medo, incompetência, ou desinteresse.





Intervenção do Presidente da República no dia da Proclamação da República

6 10 2008

Ontem foi mais uma vez feriado nacional, neste caso o de 5 de Outubro ( 2008 ). E depois de ouvir tantas barbaridades que foram ditas durante toda a semana, chegamos a Domingo e… esperava ouvir outras palavras do Sr.Prof.Anibal Cavaco Silva.

Vou tentar dissecar o seu discurso, dando a minha opinião sobre o mesmo.

[...]“Nesta praça, há precisamente 98 anos, foi proclamada a instauração da República.

Da varanda do edifício da Câmara Municipal, José Relvas anunciou que Portugal mudara de regime.”

Não vos parece que já foi a tempo a mais? José Relvas? Quem foi esse amigo? À que perceber que a geração de agora quer o país a olhar para o futuro. O passado pode, e deve, de ser estudado, mas nas aulas de história.

“Vivia-se um tempo de esperança. A República representava o sonho de um Portugal melhor e mais justo.

Nos nossos dias, é também com esperança, com sonho e com ambição que devemos assinalar o aniversário da República.”

Um sonho que tarda a se concretizar. Apenas tendo se revelado um Portugal melhor para alguns e menos justo, especialmente para queM trabalha, desconta e contribui. Assinalar o aniversário da República? Para quê? Para mim, como para muitos é apenas mais um dia de descanso ou um dia que estando a trabalhar irei receber mais. Portugal tem feriados a mais, e este é mais um, que pela sua distância, já não tem sentido. À que ajudar o País a produzir, e não é parando-o que isso vai acontecer.

“O 5 de Outubro tem de ser uma fonte de inspiração e de mobilização para todos os Portugueses.

Precisamos de nos mobilizar. Precisamos de despertar as ambições colectivas que fizeram de Portugal uma nação livre e soberana.”

Inspiração ? Quase nenhum português sabe o que significou ou o que foi o 5 de Outubro.Inspiração ? O portguês mobiliza-se com futebol, não com ambições politicas. Livre? Soberana? Portugal é gerido pelos lobbies. Quem manda em Portugal são os grandes empresários, os ricos, os poderosos, os interesses de alguns, não para o interesse de todos.

“Não escondo que vivemos tempos difíceis. Os Portugueses sabem-no, porque vivem essas dificuldades no seu dia-a-dia.

Muitas famílias têm dificuldade em pagar os empréstimos que contraíram para comprar as suas casas.

Há idosos para quem a reforma mal chega para as despesas essenciais.

Há jovens que buscam ansiosamente o seu primeiro emprego.

Há homens e mulheres que perderam os seus postos de trabalho.

Nascem novas formas de pobreza e exclusão social e, em paralelo, emergem chocantes disparidades de rendimentos.

O que é vivido pelos cidadãos não pode ser iludido pelos agentes políticos.

Quando a realidade se impõe como uma evidência, não há forma de a contornar.

Portugal tem registado fracos índices de crescimento económico. Afastámo-nos dos níveis de prosperidade e de bem-estar dos nossos parceiros europeus. Ainda não invertemos a insustentável tendência do endividamento externo.

Persistem profundas disparidades entre as diferentes regiões.”

Não escondo? Não sabe. Isso é que é. Ouve falar. Nós que estamos cá em baixo é que temos de fazer o dia-á-dia com o que podemos. Numa altura em que sobra cada vez mais mês a cada ordenado. Não é com palavras que vamos comer. Já TODOS sabemos o que NOS custa, mas o que interessa saber e perguntar: é quando é que VOCÊS fazem alguma coisa. Vocês que aí estão em cima, a olhar para nós, não por nós. Quando é que começam a fazer por nós e não para vocês?

“A situação internacional, por outro lado, não é favorável.

Ao elevado preço do petróleo e dos produtos alimentares alia-se o aumento das taxas de juro.

A ineficiência da regulação e da supervisão dos mercados financeiros, que recentemente emergiu nos EUA, e a dimensão da crise que lhe está associada são fonte de grandes preocupações à escala global.

As economias dos países europeus, nossos principais parceiros comerciais, registam um claro abrandamento.”

A situação internacional não é favorável? Para os ricos ficarem ainda mais ricos? Porque de certeza que vai ser favorável: para retirarem verbas dos nossos impostos, para dar ás grandes empresas, nesta “dificil” fase economica; de certeza que vai ser fácil para eu pagar mais impostos, gasoleo, pela comida, pela água, pela electricidade…

[...]“É nestas alturas que se vê a fibra de um povo.”

O povo português prova todos os dias, a sua fibra. Ao aguentar esta miséria, que a nossa classe politica e sindical, nos arrastou nestas ultimas décadas. Esta pequena grande nação, antes na ponta da Europa, e agora no canto da Europa.

“Este é o tempo em que aqueles que servem as instituições da República devem fazer prova do seu real valor e da sua visão de futuro.”

Este é o tempo de provar? Não o deviam de estar a fazer todos os dias? Bem… só se começarem agora. Porque a visão tem sido muito obtusa.

“Os tempos são difíceis, mas a vontade e o querer dos Portugueses terão de ser mais fortes.

Temos capacidade para isso – e já o mostrámos ao longo da nossa História multissecular, de que legitimamente nos orgulhamos.

No passado, acreditámos em nós próprios, não nos resignámos e chegámos longe.”

Tudo isto, para dizer, que vamos ter de pagar mais e trabalhar mais e tudo isto a ganhar menos.

“Mais recentemente, a forma como soubemos instaurar a democracia e construir uma sociedade civil de pessoas livres é algo que tem de nos motivar.

Como tem de nos motivar a capacidade empreendedora das comunidades portuguesas e luso-descendentes no estrangeiro.”

Livres? Luso-descendentes? Até quando vamos ter os luso-descendentes? Os luso-descendentes são filhos de ex.portugueses que já estão nos seus países de acolhimento á 30, 40 anos? Os seus filhos já são estrangeiros, não luso-descendentes.

“Todos temos responsabilidades.

Responsabilidades cívicas, deveres republicanos.

Responsabilidades para com as gerações que nos precederam – e que temos a tendência para apenas recordar como heróis do passado, sem nelas pensarmos como exemplos de presente.

Temos deveres para com as gerações vindouras.

Os nossos filhos, os nossos netos, não nos perdoarão se baixarmos os braços, se não formos capazes de fazer as escolhas certas e ultrapassar as dificuldades que Portugal enfrenta.

É também a pensar neles, no País do futuro, que devemos ver na República um modelo inspirador e um estímulo para agir.

Portugal pode ser o que quisermos.

Possuímos condições geográficas privilegiadas para servir de plataforma entre a Europa e o Atlântico.

A História legou-nos um capital de simpatia e de conhecimento nos cinco continentes, que temos de saber cultivar.

A nossa língua é falada por milhões de seres humanos.

Temos um vasto património cultural, que devemos preservar e proteger. Somos uma nação coesa e um Estado uno.”

É uma das minhas maiores preocupações. O legado que estamos a deixar aos nossos filhos e netos. É uma vergonha.

“O regime político português encontra-se perfeitamente estabilizado e sedimentado, as instituições fundamentais do Estado funcionam, o sistema de governo não difere dos que existem nas democracias europeias mais antigas do que a nossa.

Vivemos um período de estabilidade política e existem condições de governabilidade.

É certo que podem e devem ser introduzidas alterações pontuais para melhorar a qualidade da democracia e para aproximar o poder dos cidadãos.

É certo que há muito a fazer pela qualidade dos serviços públicos.”

Diga-se a verdade. Há mesmo muito a fazer. Faça-se um reset.

“Mas não é menos certo de que temos legítimos motivos de orgulho no caminho que percorremos após o 25 de Abril.”

Lá estamos nós a falar do passado.

“As potencialidades existem. Temos que saber aproveitá-las.

A nossa ambição de regressar ao caminho da convergência real com o desenvolvimento médio da União Europeia e reduzir o desemprego deve permanecer viva.

É aqui que deve centrar-se o debate e a agenda política.

O reforço da capacidade competitiva das nossas empresas está ao nosso alcance.

Há hoje uma nova geração de empresários conhecedores das exigências da globalização, imbuídos de uma cultura de inovação e de excelência.

Temos empreendedores que se assumem como agentes de mudança, que sabem que o sucesso das suas empresas não está dependente da protecção do Estado nem pode construir-se com base na permuta de favores ou copiando modelos obsoletos.

Os novos empresários já se aperceberam de que o êxito dos seus projectos depende da sua capacidade para enfrentar a concorrência na economia global.

A nossa ambição de melhoria do poder de compra de quem vive do seu trabalho e de redução dos níveis de pobreza tem, igualmente, de continuar viva.

É aqui, também, que deve estar a prioridade da agenda política.

A aposta na educação e na qualificação dos recursos humanos é consensual entre os agentes políticos, económicos e sociais. À luz de uma cultura de exigência, não cedendo ao facilitismo, iremos certamente aumentar as competências dos nossos jovens.

No futuro, a produtividade da força de trabalho irá crescer. Havemos de reforçar o conteúdo tecnológico da produção nacional.

Sejamos realistas: ainda há muito por fazer, mas com esforço e trabalho seremos capazes.”

Mesmo muito, mas nós fazêmos. Digo nós, aqueles que realmente fazem andar este país para a frente. Nós, não voçês.

Tenho encontrado por todo o País exemplos que me fazem ter confiança no futuro: investigadores que ombreiam com os melhores do mundo, universidades e empresas que cooperam com sucesso, jovens que se dedicam ao voluntariado de uma forma admirável, empresários que apenas esperam que o Estado não coloque entraves ao seu dinamismo.

Os trabalhadores portugueses estão determinados em contribuir para o aumento da riqueza nacional.

O clima das relações laborais é mais favorável do que na maioria dos países da União Europeia.

Na concertação social, predomina o sentido de responsabilidade dos diversos parceiros.

Portugueses

Vivemos tempos difíceis, sem dúvida. O futuro é incerto e, em muitos casos, preocupante.

Porque falo sempre verdade aos Portugueses e porque tenho como princípio conhecer a realidade do País, escutar os meus concidadãos e ouvir as suas preocupações, sei bem que muitos atravessam momentos de incerteza perante o futuro.

Quando o presente é difícil, somos sempre tentados a pensar que o futuro também o será.

Mas, na realidade, o futuro será o que dele fizerem os cidadãos da nossa República.

Os Portugueses já perceberam que não será o Estado a resolver todos os seus problemas.”

Percebemos já á muito tempo, que nem é o estado nem nenhum governo que resolverá nem todos, nem nenhum. Servindo sim para agravar alguns deles.

“Têm direito a esperar do Estado que faça bem o que lhe compete fazer. Que seja rigoroso e ponderado no uso dos dinheiros públicos e que os impostos sejam justos e razoáveis.

O Estado tem de garantir dois valores essenciais, a justiça e a segurança. Deve promover o acesso de todos aos cuidados de saúde, como deve oferecer um ensino de qualidade e uma rede de protecção social que proteja os cidadãos nos momentos difíceis da vida.

O Estado nunca pode esquecer aqueles que têm muito pouco, os mais frágeis e desprotegidos, os que se encontram em situação de pobreza.

Portugueses

A República é um modelo de virtudes cívicas e éticas.

De todos a República exige uma nova atitude, feita de inconformismo e de esperança. Porque há motivos de esperança, há razões para o inconformismo.

Falo à luz do compromisso de verdade que assumi desde o primeiro dia do meu mandato.

Do mesmo modo que não escondo a verdade dos tempos difíceis que vivemos, não escondo a verdade da minha confiança num Portugal melhor.

A verdade gera confiança, a ilusão é fonte de descrença.

Sei que somos capazes.

Somos capazes de vencer quando os desafios são maiores.

Em nome da República, peço aos Portugueses que acreditem em si próprios, nas suas capacidades.

Não se deixem vencer pelo pessimismo ou pelo desânimo.

No dia-a-dia, na família, nos vossos empregos, nos vossos comportamentos cívicos saibam aproveitar as potencialidades que têm e tirem partido dos recursos naturais e humanos de que o País dispõe.

O tempo é de decisão, de decisão ponderada. E a decisão quanto ao futuro cabe ao comum dos Portugueses.

É, pois, no comum dos Portugueses que deposito a minha maior esperança, uma esperança que se alimenta do sonho de uma República melhor.

Acredito numa República melhor, porque acredito no nosso povo.

Acredito na República Portuguesa e orgulho-me de ser Presidente dos cidadãos desta República.”[...]

Também eu teria orgulho em ser o Presidente desta República, mas uma coisa é certa: não seria conivente com metade das politicas deste país. Não aceitaria os lobbies que são o cancro desta sociedade. E acima de tudo aproveitava que já estão idêntificados os problemas e resolvia-os. Porque o dificil e encontrá-los. A solução há.





LEI DO TABACO

17 09 2008

Não sou nem apoiante, nem melitante de qualquer partido que seja. No que toca a cores politicas, sou completamente incolor. Mas… até que enfim que alguém consegue fazer uma lei do tabaco que proteje o não fumador, ou o fumador-passivo. Ainda não é o ideal, mas está lá proximo. Muito proximo. Agora posso escolher, e ir a restaurante, cafés, bares, pastelarias… que sejam para não fumadores. Ainda não posso estar numa espanada, mas…

Esta lei só surge, porque há demasiadas pessoas que não sabem onde termina a sua liberdade e começa a dos outros. Mesmo eu quando era fumador, não o fazia em locais fechados. Fico muito feliz que a minha filha não vá sofrer o que muitos de nós sofremos ao termos que estar a comer e ao nosso lado e só porque lhe apetece, estar alguém que puxa do seu cigarro, cigarrilha, charuto ou cachimbo. Agora sim, há uma lei que impõe limites de liberdade a quem nunca a deveria ter tido.

Mas não se julgue que esta lei surge do nada. Em toda a Europa/Mundo já de á muito se faz ( diferente de falar ) por impedir que se fume em locais fechados. Mas não foi só por isso. Para que não sabe: o estado Português recebe todos os anos largos milhares de milhões de euros das fábricas de tabaco em territorio nacional, a titulo de impostos e taxas. Ora, a maior de todas é a Tabaqueira ( na Abrunheira, Sintra ) que irá fechar portas dentro de poucos anos ( muito poucos ). Por esse facto, que todos os anos se tem vindo a verificar um aumento aproximado de 30% nos maços de tabaco. Que será: primeiro para compensar a diminuição de receitas provenientes dos fabrico, recebendo assim sobre a venda; e para ( agora sim ) ajudar os fumadores a deixarem de fumar, ficando assim mais barato ao estado o tratamento de problemas polmunares. Se estranham agora que o maço de tabaco custa perto de 4€, que dirão quando estes custarem 5€ ou 6€ ou mesmo 10€. Sim, já há país que praticam estes valores e á muito tempo.

Lembram-se o quando e o porquê do sr. Sócrates ter deixado de fumar ? Foi quando foi descoberto a fumar num voo charter! E isto já depois da nova lei estar em vigor. Sabem que não há entidade que lhe queira passar a multa? Sabem se a ASAE, multou o casino do Estoril, por o seu director ter sido apanhado lá a fumar charutos, também já com a nova lei em vigor ? Se tivesse sido, até preso e julgado  já estava.

Mas independentemente de ter sido uma decisão interceira, é de a louvar.